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Não é apenas a pele que precisa de cuidados no verão, os olhos também pedem atenção especial. As altas temperaturas favorecem o desenvolvimento de fungos, bactérias e vírus na água e em ambientes fechados, quentes e úmidos, podendo gerar infecções oculares. Conjuntivites, ceratites, pterígio e catarata são as ocorrências mais comuns nesta época do ano. Os oftalmologistas João Alberto Holanda de Freitas, Abdo Abed e Juliana Oliveira de Carvalho caracterizam cada uma delas e indicam como preveni-las.

Conjuntivite

A conjuntivite é uma infecção que se dá na conjuntiva, membrana que recobre a parte branca do olho. São três os tipos: alérgica, bacteriana e viral.

A do tipo alérgica tem como características coceira intensa, vermelhidão e lacrimejamento. A bacteriana, além de olhos vermelhos, apresenta grande inchaço e secreção amarelada, especialmente ao acordar. Já a conjuntivite viral provoca vermelhidão, sensação de desconforto (semelhante à entrada de areia nos olhos) e muito lacrimejamento. Além dos micro-organismos que circulam no ar, a conjuntivite pode ser adquirida pelo contato dos olhos com agentes químicos presentes em filtros solar e hidratantes para cabelos. Preste atenção também nos dias ventosos. Eles aumentam o risco de corpos estranhos entrarem no seu olho, causando a conjuntivite alérgica.

Ceratite

É uma infecção que surge na córnea. É causada por fungos e bactérias, que se proliferam mais no verão, pois ambientes quentes são propícios para o seu desenvolvimento. Locais que reúnem muitas pessoas como praias, piscinas públicas e parques aumentam as chances de contágio. Sensação de corpo estranho nos olhos e vermelhidão são os sintomas mais frequentes.

Pterígio

Doença que tem como causa a exposição em excesso e sem proteção dos olhos aos raios ultravioleta UVA e UVB. Traz como consequências ardência e vermelhidão. Costuma atingir profissionais que trabalham expostos ao sol. Progressivamente, pode provocar perda parcial da visão.

Catarata

O cristalino é a lente natural do olho. Em uma condição ideal, deve ser transparente, para que se consiga enxergar com clareza. A catarata, no entanto, faz com que ele fique opaco. A doença se manifesta, em média, aos 60 anos, e uma exposição solar excessiva sem proteção ao longo da vida pode ocasionar seu aparecimento precoce.

Como evitar os incômodos
Saiba quais medidas podem diminuir os riscos de doenças oculares no verão:

— Para evitar as doenças relacionadas à exposição solar, utilize chapéus e óculos com lentes que tenham proteção contra raios UVA e UVB. Se você não se adapta aos óculos-escuros, o mercado já oferece tipos de grau com filtros. Mas tome muito cuidado com a procedência. Um óculos sem proteção agride ainda mais o olho. A pupila atrás de uma lente apenas escura, por exemplo, dilata, o que favorece a entrada de radiação solar. Procure adquiri-los somente em estabelecimentos confiáveis. Óculos de grau necessitam de uma recomendação médica.

— Se você tem o hábito de ler exposto ao sol, não se esqueça da dupla óculos e chapéu. A falta de proteção pode causar uma queimadura ocular.

— Ao entrar no mar e na piscina, não mergulhe com os olhos abertos. Isso vai diminuir o risco de contaminação por micro-organismos que podem gerar conjuntivites e ceratites.

— Quem utiliza lentes de contato deve retirá-las antes de entrar na água. O uso facilita a infecção por micro-organismos, no caso de contato com os olhos.

— Se você sentir alguma irritação nos olhos após sair da água, lave-os bem com algum colírio lubrificante. Caso não alivie, procure um oftalmologista.

— O uso prolongado de ar-condicionado também deve ser evitado. Por diminuir a umidade do ambiente, os olhos ficam mais ressecados e algumas pessoas podem sentir um desconforto, como coceira e sensação de corpo estranho. Se esse é o seu caso, use um colírio lubrificante no mínimo quatro vezes ao dia. Esses produtos não exigem receita médica. E lembre-se de fazer frequentemente a limpeza do filtro, pois o acúmulo de ácaros pode provocar conjuntivite alérgica.

— Durante viagens longas de avião, lubrifique os olhos. A umidade nas cabines é menor e pode provocar ressecamento.

— Respeite as regras de armazenamento dos colírios. Existem produtos que precisam ficar guardados na geladeira. Nunca compartilhe colírios com outra pessoa, pois você pode adquirir infecções. Fique atento também aos prazos de validade. Após interrupções no uso, nenhum colírio deve ser reaproveitado, sob o risco de contaminação dos frascos.

— Se você pratica exercícios físicos ao ar livre, use faixas na cabeça para evitar que o suor escorra para os olhos. E sempre utilize protetor solar específico para o rosto.

— Se algum corpo estranho entrar nos seus olhos, tente não coçar. Lave-os com um soro fisiológico ou um colírio lubrificante. Se a sensação não aliviar, procure um oftalmologista.

 

Fonte: Zh

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