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Estudo mostra que o medicamento antecipou para dois dias a cicatrização de córneas submetidas ao crosslink

Estudo apresentado no maior congresso oftalmológico do mundo realizado em Las Vegas (EUA) pela Academia Americana de Oftalmologia mostra que um novo colírio testado em portadores de ceratocone refaz a córnea em dois dias após a aplicação de crosslink. De acordo com o autor do estudo, Koray Gumus radicado na Turquia, dois dias depois do procedimento a cicatrização da córnea avançou em 83% dos olhos tratados com o novo colírio contra 13% dos que não receberam o medicamento. Os participantes também relataram menos dor, ardência e sensibilidade à luz.

Para o oftalmologista Dr. Leôncio Queiroz Neto, trata-se de um grande avanço porque reduz o risco de infecções e opacificação da córnea. Isso porque, é crescente o número de pessoas resistentes aos antibióticos no mundo todo, inclusive no Brasil, por conta do uso indiscriminado desta classe de medicamentos. A cicatrização, pondera, pode demorar semanas e até meses nos casos de transplante quando o tratamento é realizado com outro tipo de medicação.

O especialista explica que o crosslink é a única terapia que interrompe a evolução do ceratocone, doença que afina a córnea e reponde por 70% dos transplantes no Brasil. “O procedimento consiste no aumento da resistência das fibras de colágeno em até três vezes, através da remoção da camada superficial de células e aplicação de riboflavina (vitamina B12) associada à radiação UV (ultravioleta).

Tratamento é desconhecido por 47%

Queiroz Neto destaca que um estudo que coordenou em 2015 com 319 portadores de ceratocone mostra que no Brasil o crosslink ainda é desconhecido por 47% dos que têm a doença. Dos que já passaram pelo procedimento, o estudo também revela que o ceratocone estacionou para 88% e 45% tiveram melhora da acuidade visual. Este foi o caso de um paciente que descobriu o ceratocone logo no início, depois de passar por uma tomografia. O novo medicamento, observa, pode otimizar os resultados.

O oftalmologista afirma que o segredo do novo colírio é ter como princípio ativo uma substância similar ao sulfato de heparano presente na matriz extracelular da córnea e todos os tecidos humanos. Por isso, os pesquisadores também estão estudando seu uso no tratamento de úlceras crônicas da córnea e para acelerar a recuperação de cirurgia refrativa que corrige miopia, hipermetropia e astigmatismo. Aprovado recentemente nos Estados Unidos pelo Food and Drugs Administration, agência reguladora de medicamentos similar à ANVISA, o novo colírio deve ser introduzido no Brasil até 2017.

Fonte: Assessoria de comunicação do Instituto Penido Burnier

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