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A menopausa, que é um processo considerado incômodo para as mulheres, com ondas de calor, tonturas, palpitações, irritabilidade, entre outros problemas que podem ser ainda mais graves, pode ficar ainda pior. Isso porque, muita gente não sabe, mas além do convencional mal-estar, a menopausa também expõe a mulher a um risco maior de desenvolvimento do glaucoma.

Segundo uma pesquisa realizada no MEEI (Massachusetts Eye and Ear Infirmary), ligado à Escola de Medicina de Harvard, fatores como o uso prolongado de contraceptivos orais (anticoncepcional) pode influenciar no surgimento da doença. O levantamento conduzido pelo diretor do instituto, Louis Pasquale mostra uma possível conexão entre os fatores reprodutivos femininos e o aparecimento de glaucoma. Outro fato relevante é o uso de hormônios pós-menopausa, que também está associado a um risco menor do surgimento da patologia.

Na pesquisa, também foi descoberto que o uso de anticoncepcional por cinco anos ou mais foi associado a um risco maior no Glaucoma-300x225desenvolvimento de glaucoma primário de ângulo aberto, o tipo considerado mais comum da doença e que atinge cerca de 80% dos pacientes glaucomatosos. A atenção especial é para as mulheres que desenvolvem menopausa de maneira precoce, antes dos 45 anos, já que aumentam em duas vezes as chances de se desenvolver o glaucoma.

Essa doença é causada principalmente pela pressão intraocular (pressão dentro do olho), que pode ser alta ou normal. Quando o olho apresenta esse tipo de comportamento da pressão provoca lesões no nervo ótico, comprometendo inicialmente a visão periférica. Segundo o oftalmologista Kássey Vasconcelos, especialista em glaucoma, o paciente nem sempre percebe essa perda e em estágios avançados, o problema acaba comprometendo a visão central de maneira irreversível. “O glaucoma é uma doença crônica e sem cura, mas tem controle eficiente quando medicado e acompanhado corretamente. Quanto mais rápido se descobrir e tratar a doença, menor será a perda”, afirma o oftalmologista.

Vasconcelos diz também que todas as mulheres logo após os 40 anos devem realizar um acompanhamento oftalmológico ao menos uma vez ao ano, para auxiliar no diagnóstico precoce de qualquer problema nos olhos que possam aparecer.

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