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Uma doença silenciosa, sem sintomas perceptíveis nos primeiros estágios. Aí está o grande perigo do glaucoma, enfermidade ocular de progressão lenta que atinge aproximadamente 2% da população mundial. O diagnóstico tardio pode implicar na perda total e irreversível da visão. Neste mês de maio é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma (26), que serve de alerta para que as pessoas façam exames oftalmológicos anualmente, especialmente a partir dos 40 anos de idade.

O oftalmologista Antônio Nogueira, do Cenoe Hospital de Olhos, ensina que o glaucoma é causado pela lesão do nervo óptico relacionada à alta pressão ocular. “O diagnóstico precoce do glaucoma pode evitar futuras complicações, a progressão ou até mesmo a cegueira por causa da doença”, enfatiza. Entre os exames rotineiros para diagnóstico do glaucoma estão o de fundo de olho, da pressão intraocular e do campo visual.

Tratamento – Segunda maior causa de cegueira no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o glaucoma não tem cura, mas pode ser controlado através de acompanhamento médico. “O tratamento é a base de colírios para controlar a pressão intraocular. Esse medicamento deve ser utilizado diariamente”, explica Antônio Nogueira. Segundo o médico, procedimentos como laser e cirurgia também podem ser usados para drenar o humor aquoso, líquido responsável pelo aumento da pressão intraocular.

Os pacientes portadores de glaucoma precisam usar colírios que podem custar entre R$ 100 e R$ 150. “É um tratamento caro, capaz de chegar a R$ 300 mensais, mais de 30% do salário mínimo. Isso pesa bastante no orçamento”, ressalta o médico. Para promover o tratamento gratuito e irrestrito à população de Ilhéus e Sul da Bahia, o Cenoe Hospital de Olhos é conveniado ao Programa de Assistência ao Portador de Glaucoma, do Sistema Único de Saúde (SUS). “Qualquer pessoa pode se cadastrar no programa, mesmo aqueles pacientes que são atendidos via convênios ou particular. Basta ir até a clínica e passar por avaliação. Se diagnosticada a doença, o paciente recebe os medicamentos para três meses de tratamento, prazo em que precisa retornar para ser reavaliado e receber novo suprimento de colírios”, revela o oftalmologista e diretor técnico do Cenoe.

(Fonte: FolhaGeral)

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