110-V-luzes-de-natal-luzes-led-net-corda-pisca-pisca-de-luzes-1-5-1.jpgCrianças e adultos com doenças oculares são os primeiros afetados pelos riscos dos LED, segundo a Anses.

Simples gadgets decorativos há ainda dois ou três anos, as lâmpadas Led (Light Emitting Diode – Diodos Emissores de Luz) estão se tornando a solução de iluminação do futuro. Presentes na iluminação pública ou em equipamentos eletrônicos, elas são também cada vez mais utilizadas na iluminação doméstica, nos produtos com objetivos luminoterapêuticos, bem como em certos brinquedos.

Existe no entanto uma preocupação: “Os riscos ligados ao uso de certas lâmpadas podendo acarretar riscos para a saúde da população em geral e para os profissionais, foram identificados” salienta a Anses (Agência Francesa de Alimentação, Saúde Ambiental e Ocupacional & Segurança) em uma nota publicada na segunda-feira. “É uma tecnologia promissora, reconhece Dominique Gombert, diretor de avaliação de riscos na Anses, mas há possíveis riscos de ofuscação e de efeitos tóxicos com a luz azul difundida pela grande maioria delas”.

Intensidade luminosa elevada

Os primeiros diodos emissores de luz, criados em 1962, emitiam uma baixíssima intensidade de luz. Porém, os diodos azuis inventados em 1990, logo seguidos por diodos brancos (combinação de um Led azul e um fósforo amarelo), permitem atualmente considerar lâmpadas de poucos watts até algumas dezenas de watts. Estas lâmpadas oferecem vantagens consideráveis. A primeira é seu baixo consumo energético em comparação às lâmpadas tradicionais que, por esta razão, estão sendo retiradas progressivamente do mercado. Por outro lado, elas oferecem um tempo de vida útil que, segundo a Ademe (Agência Francesa de Gestão de Energia e Meio Ambiente), “pode ir até 50 mil horas em vez de 8 mil para lâmpadas de baixo consumo e de mil horas para lâmpadas incandescentes.”

Do outro lado da moeda, estes novos sistemas de iluminação podem gerar intensidades luminosas mil vezes mais elevadas que as das iluminações clássicas, gerando um risco de ofuscação. As luzes azuis, por sua vez, representam um risco, especialmente para três tipos de população: “As crianças, as pessoas sensíveis à luz e particularmente as que apresentam doenças oculares (degeneração macular) e cutâneas (em caso de consumo de substâncias fotossensibilizantes) e pessoas expostas no âmbito profissional” diz a Anses. Certos diodos fazem parte de um grupo de risco 2 (risco moderado) numa escala que vai de 0 (sem risco) a 3 (risco elevado).

Entre suas recomendações, a Agência recomenda que somente os Led’s de risco mais baixo sejam acessíveis ao grande público. Ela sugere a implantação de sistemas que não permitam uma visão direta do feixe luminoso e requer uma regulamentação dos aparelhos de luminoterapia. A mesma Agencia  pede ainda que informações melhores sejam direcionadas ao consumidor.

Essas recomendações são também apoiadas pela Associação Francesa de Iluminação. “A regulamentação é positiva e a Anses milita a favor de uma normalização”, especifica Bernard Duval, Secretário Geral da Associação, que, no entanto, não esconde certa preocupação com os produtos importados.

Fonte: Brasil 247

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