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O glaucoma é uma doença causada pela perda das fibras do nervo óptico e o aumento da pressão ocular é o principal fator de risco para esta doença que pode causar cegueira absoluta e não apresenta sintomas. Por se tratar de uma doença “silenciosa”, ou seja, não apresentar sintomas até estar em estágio avançado, o glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível no mundo.

De acordo com dados mais recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgados em 2011, mais de 60 milhões de pessoas sofrem com glaucoma no mundo, sendo 900 mil só no Brasil.

Consultar o oftalmologista regularmente a partir dos 40 anos é a melhor forma de descobrir a doença ainda em estágio inicial. Quanto mais cedo o glaucoma for identificado, maiores as chances de evitar a perda da visão.

Durante a visita anual de rotina, o oftalmologista mede a pressão intraocular e, se ela estiver alto, exames mais aprofundados podem ser pedidos. Além da medida da pressão o médico examina o fundo de olho e pode pedir exames mais sofisticados como fotografia, campo visual e tomografia óptica (OCT).

Alguns grupos de pessoas são mais propensas a apresentar o glaucoma. Quem possui familiares com a doença, principalmente um dos pais ou irmãos, apresentam risco maior. Quem é alérgico e usa colírio de corticoide também precisa ter a pressão dos olhos avaliada com frequência. Já se o paciente tiver diabetes e hipertensão, considerados fatores de risco, também precisam se submeter a exames.

A perda da visão periférica é um dos sintomas

O glaucoma é uma doença difícil de ser descoberta. Na imensa maioria dos casos o paciente não sente nada, até que a doença esteja avançada e o olho quase cego.

Não é possível renovar as células mortas do nervo óptico, ou seja, não há como reverter o que já foi perdido pelo glaucoma. A visão periférica vai se restringindo, aos poucos, sem que a pessoa note. Por esse motivo, só quando ela está muito reduzida a pessoa costuma procurar o médico.

Como tratar o glaucoma

Colírios específicos para a doença costumam ser utilizados no tratamento. Mas, isso vai depender do tipo de glaucoma que a pessoa possui. Cerca de 80% dos pacientes costumam apresentar a doença de ângulo aberto, mais comum e que pode ser tratada com colírio na grande maioria dos casos. Outros tipos de glaucoma podem afetar crianças ou pessoas com diabete ocular.

Glaucoma de ângulo aberto

Este é o tipo mais comum de glaucoma e o mais fácil de ser tratado. O oftalmologista costuma receitar colírios para baixar a pressão dos olhos e monitora se a doença parou de evoluir. Cirurgia nestes casos só é necessária se o tratamento com colírios não tem sucesso.

Glaucoma de ângulo fechado

Costuma ser mais grave e muitas vezes é necessária cirurgia para controlar a pressão. As vezes a aplicação de laser pode ajudar, procedimento chamado de iridotomia. Colírios e pílulas também costumam ser usados até que a pressão normalize. Neste tipo de glaucoma, mais raro, a pessoa pode ter muita dor ocular, perda da visão e até episódios de vômito. É um caso de urgência e a pessoa deve ir até o oftalmologista ou pronto socorro imediatamente.

Glaucoma congênito

Muito raro, mas de grande importância são os glaucomas que afetam os bebês ou crianças muito jovens. Neste caso o bebê apresenta um olho de tamanho maior, lacrimejamento e muito incomodo com a luz. O tratamento também é urgente para tentar salvar a maior parte da visão destas crianças.

(Fonte: R7)

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