teste-do-olhinho

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil, atualmente, existem 29 mil crianças cegas e, devido à falta de prevenção, esse número poderá sofrer um aumento. Através da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), 51,1% das crianças do país, com idade abaixo de 2 anos, foram submetidas ao teste do olhinho ou exame de reflexo vermelho antes que atingisse um mês de vida.

Essa pesquisa constatou ainda que a falta de prevenção, nas regiões norte e nordeste, possui uma gravidade pois o número de crianças que são submetidas a esse exame é de 28,9% e 30,4%, respectivamente, diferentemente das regiões sul e sudeste que é de 68,5% e 71,1% respectivamente.

Conforme ressaltou o Leôncio Queiroz, oftalmologista do Instituto Penido Burnier, as crianças devem ser submetidas ao exame do teste do olhinho antes de receberem alta do hospital pois, os tecidos oculares ainda estão em processo de amadurecimento e, com isso, é possível diagnosticar doenças que ocasionam a perda da visão na infância.

O teste consiste em mirar uma espécie de lanterna que possui lentes refletoras (na falta do equipamento pode ser uma lanterna comum), a uma distância de trinta centímetros com a luz na pupila do bebê. Caso a luz indique um reflexo continuo, indica que a visão está perfeita, mas, caso indique algo esbranquiçado ou descontínuo, indica doença ocular e com isso, a criança deverá ser encaminhada a um oftalmologista, relatou Queiroz.

Ainda segundo o especialista, esse reflexo esbranquiçado pode indicar retinoblastoma que é tumor ocular que representa uma urgência cirúrgica por colocar a vida do bebê em risco e a catarata congênita que responde por 20% dos casos de cegueira infantil e deve ser operada o quanto antes para não comprometer o desenvolvimento da visão.

Outras doenças que são ocasionadas por conta desse reflexo descontínuo é alteração no humor vítreo que está atrelada com à presença de glaucoma congênito e exige tratamento cirúrgico. E, também, ambliopia ou olho preguiçoso que é ocasionado como consequência do não tratamento do estrabismo que é a oclusão do olho de melhor visão para estimular o desenvolvimento do outro.

O oftalmologista alerta que a falta de interesse do bebê pelo ambiente e pelas pessoas, além do lacrimejamento constante, fotofobia (sensibilidade à luz), olhos com secreção, vermelhos, acinzentados ou opacos indicam urgência em consultar um oftalmologista.

Fonte: Ribeirão Preto Online

 

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